Mapa da Criatividade: Pessoas com filhos se consideram mais criativas, segundo pesquisa da Faber-Castell

Criatividade é uma das maiores qualidades que o brasileiro se orgulha em ter e não é à toa que o país é conhecido por ser um dos maiores produtores de memes do mundo. Para conhecer a fundo a relação dos brasileiros com a habilidade, a Faber-Castell Brasil lançou o Mapa da Criatividade, uma pesquisa de opinião realizada pelo departamento de Consumer Marketing Insights (CMI) da empresa, via painel da MindMiners, instituição de pesquisa referência no comportamento do consumidor. O estudo mostrou que três em cada quatro pessoas se consideram criativas e 96% concordam que a criatividade pode ajudar a transformar o mundo, não sendo apenas uma capacidade artística, mas também de inovação e solução de problemas. Quando o tema são as habilidades para o futuro, a criatividade aparece como uma das três mais importantes, juntamente com capacidade de aprender e resiliência. O lançamento do material chega em um bom momento: no dia 17 de novembro é celebrado nacionalmente o Dia da Criatividade.

A pesquisa constatou que 85% da população concorda que a criatividade é uma habilidade treinável, fato já constatado pela ciência e por instituições de renome mundial, como a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Em linha com essa premissa, a Faber-Castell atua ativamente com a missão de despertar o potencial criativo das pessoas. “A criatividade é como um músculo: precisa ser exercitada diariamente para se desenvolver. Sabemos que todas as pessoas são criativas, de formas diferentes. Com os estímulos certos, essa capacidade criativa pode aumentar”, destaca a o presidente da Faber-Castell, Marcelo Tabacchi. É por isso que a empresa trabalha de forma inovadora para todas as frentes de negócios: das tradicionais (voltadas para oferecer produtos de papelaria e materiais de escritório) às mais recentes, como a área de novos negócios, responsável pelo Programa de Aprendizagem Criativa e Hora da Invenção. Os projetos promovem a criatividade na educação brasileira, especialmente para crianças. 

Xô bloqueio criativo! 

De acordo com o estudo, 44% da população criou algo na última semana ou mês, seja a solução para um problema, improviso diante de alguma situação ou mesmo atividades no campo das artes, música e gastronomia, por exemplo. Nove em cada dez pessoas concordam que viver uma vida com equilíbrio entre lazer, trabalho e estudo é essencial para ser criativo. “Para construir um ambiente propício à criatividade, é essencial saber balancear a rotina profissional e pessoal, incluindo um período no nosso dia a dia para nos dedicarmos a atividades que sejam propulsoras de novas ideias e conexões da mente”, reforça a diretora de Marketing da líder global de produtos de papelaria e materiais de escritório, Flávia Giordano. Para aqueles que não se consideram criativos, as principais barreiras para a criatividade são o medo de: errar, falhar, da rejeição, reprovação, ou até mesmo da mudança (62%), falta de estímulos/incentivos (43%) e falta de recursos, como dinheiro, materiais, etc (30%). 

Ideias: o que são, onde vivem e o que comem? 

As redes sociais são a maior fonte para a criatividade: 45% das pessoas buscam inspiração em canais como Instagram, Pinterest, Youtube, Facebook, etc. Na sequência, filmes, séries e peças de teatro (34%) e músicas (32%) aparecem no top 3. A noite é o período do dia em que as pessoas se sentem mais criativas (28%). Quando questionados sobre quem os inspira, a família é a maior fonte de inspiração para 34%, seguida por artistas (28%), como músicos, cantores, dançarinos, pintores, atores, etc.  

Pessoas nascem ou se tornam criativas ao longo da vida? 

A pesquisa mostrou que 82% dos brasileiros concordam que todas as pessoas podem ser criativas e, para 85% a criatividade pode ser treinada. A Faber-Castell acredita que não há um limite para a criatividade. “Quanto mais estímulos oferecemos à nossa mente, adquirimos mais repertório e mais criativos podemos nos tornar. Podemos natural e inconscientemente pensar ou agir de uma forma criativa, mas quando temos conhecimento de técnicas de criatividade, podemos escolher usá-las de maneira consciente em situações em que a habilidade é imprescindível”, afirma a diretora de Inovação e Novos Negócios da Faber-Castell, Bruna Tedesco. Segundo 87%, pessoas criativas têm ideias de repente (ideias que surgem do nada, insights). Há também quem ainda acredite que a criatividade é um dom (63%) ou para poucas pessoas (45%). 

Com relação à fase mais criativa da vida, a maioria (51%) acredita que é a infância, frente a 27% que apostam na adolescência, 20% que escolheram a fase adulta e 2% na terceira idade. A crença é verídica: segundo estudo divulgado pela NASA, crianças de até cinco anos utilizam 98% de seu potencial criativo. Já na fase adulta, apenas 2% se mostraram altamente criativos. 

Pais e mães mais criativos: check Ѵ 

Pessoas com filhos também se consideram mais criativas: 82% dos participantes concordam que possuem a habilidade, frente aos 68% dos que não têm filhos. “A parentalidade desafia os responsáveis pela educação das crianças a criar formas de entretê-los, muitas vezes com pouco. Ao mesmo tempo em que a infância é a fase de maior performance da criatividade, os adultos com filhos também precisam se reinventar para acompanhar toda a potência inventiva dos jovens”, destaca Bruna. Quando pais e mães foram questionados se criaram algo na última semana, 30% revelaram que sim, percentual maior que o de pessoas sem filhos (18%).

A pesquisa foi realizada em setembro, com 600 participantes em uma coleta online.

Daniela Zambelli

Daniela Zambelli

Publicitária, especialista em gestão de marcas, com mais de 20 anos de experiência em marketing e comunicação. Diretora de Arte da DZign® desde 2011.

Gostou? Compartilhe!